Mensagem do Presidente

Caros e Caras Colegas,

As Casas do Povo foram instituídas por Decreto-lei publicado no dia 23 de Setembro de 1933 e a Casa do Povo de Barbacena, Concelho de Elvas, foi a primeira. Foi aprovada no dia 14 de Dezembro de 1933 e inaugurada no dia 6 de Janeiro de 1934. Passaram 91 anos e caminhamos para o Centenário.

Ao longo da sua existência, as Casas do Povo iniciaram como Instituições do Estado Corporativo e ”organismos de cooperação social”, com objectivos tão vastos quantas as necessidades locais e as capacidades de gestão dos seus Dirigentes e evoluiram para Instituições de Utilidade Pública e equiparáveis a Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Durante 90 anos milhares de Cidadãos e Cidadãs dedicaram-se, serviram e servem as Casas do Povo de Portugal, na qualidade de Dirigentes, Sócios, Benfeitores, Parceiros, Amigos.

As Casas do Povo fizeram e continuam a fazer uma obra magnífica em Portugal, em todas as áreas de intervenção e actividade associativa e cívica, nos planos da previdência, assistência, cultura, saúde, educação, recreio, desporto, música, etnografia, folclore, filantropia, desenvolvimento económico, lazer, tempos livres, etc.

A Casa do Povo é a Instituição mais antiga na generalidade das Terras de Portugal, é uma referência identitária e é uma bandeira de afirmação de cada Terra, em tempos de centralização de Serviços, agregação de Freguesias e deslocalização de actividades económicas.

Consideramos que cada Terra é mais rica com mais Instituições e a Casa do Povo foi das primeiras e se não preservamos o que é nosso e só depende de nós, quem vai fazê-lo?

As Casas do Povo desenvolvem uma vasta e muito rica actividade em todo o território de Portugal.

Estão de parabéns os Homens e as Mulheres, Benfeitores e Benfeitoras que durante 90 anos se dedicaram e dedicam à Instituição com o nome mais popular e mais abrangente, a Casa do Povo.

A Confederação existe para dignificar as Casas do Povo!

Com estima e consideração,

José Santos Novais